segunda-feira, 29 de março de 2010

Não vês?

Não vês?

Não sentes ao teu lado a criança que deseja palpitar em teu seio?

Não notas que deseja beber de teus lábios

E descansar à tua sombra na noite?

Não te importas que trema de frio?

Que busque com o olhar tua silhueta?

Murmure como louco

E balbucie tristemente teu nome ao silêncio?

Digo-te que me importo

Que sangro lágrimas

Que busco teu mel em sonhos para acordar com a boca seca

Que me aperta o peito por meus braços não te alcançarem

E teu perfume, droga cruel

Paralisa-me, faz-me desejar-te

Arranca-me os sentidos de tudo à volta

Apenas resta-me desejar o calor do teu corpo

Onde estás?

Por que foges?

Não vês que de mim roubas em silêncio o orgulho e a paixão?

Que retiras de mim a vontade de viver?

Não vês que sou teu escravo

Que sangro aos teus pés

Que te quero apenas para mim

E estou doente por não ter teu amor

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