Não vês?
Não sentes ao teu lado a criança que deseja palpitar em teu seio?
Não notas que deseja beber de teus lábios
E descansar à tua sombra na noite?
Não te importas que trema de frio?
Que busque com o olhar tua silhueta?
Murmure como louco
E balbucie tristemente teu nome ao silêncio?
Digo-te que me importo
Que sangro lágrimas
Que busco teu mel em sonhos para acordar com a boca seca
Que me aperta o peito por meus braços não te alcançarem
E teu perfume, droga cruel
Paralisa-me, faz-me desejar-te
Arranca-me os sentidos de tudo à volta
Apenas resta-me desejar o calor do teu corpo
Onde estás?
Por que foges?
Não vês que de mim roubas em silêncio o orgulho e a paixão?
Que retiras de mim a vontade de viver?
Não vês que sou teu escravo
Que sangro aos teus pés
Que te quero apenas para mim
E estou doente por não ter teu amor
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