O ilustre desconhecido a quem recorre todas as noites
Não o comprimido, menos ainda a xícara de café cheiaLembrando agora do garoto que se foi, não sabe para onde
Se foi sozinho, levando dela apenas uma fotografia e um gosto amargo na boca
Foi-se cego, recordando o crepúsculo, as estrelas e a Lua
Desiludido, cansado, desanimado
Sussurrou uma canção não mais tocada, jamais cantada
Cambaleou, escorregou e à Morte se agarrou
Caiu sozinho, perdido
Deixou escapar entre os dedos a última chance
Desesperado, atordoado, viu pela última vez o amor
Acreditou, foi ferido, sobreviveu e desistiu.

Sinto dor. Me reconheço em sua dor.
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