quinta-feira, 1 de abril de 2010

Esquecido

O ilustre desconhecido a quem recorre todas as noites
Não o comprimido, menos ainda a xícara de café cheia
Lembrando agora do garoto que se foi, não sabe para onde

Se foi sozinho, levando dela apenas uma fotografia e um gosto amargo na boca
Foi-se cego, recordando o crepúsculo, as estrelas e a Lua
Desiludido, cansado, desanimado
Sussurrou uma canção não mais tocada, jamais cantada
Cambaleou, escorregou e à Morte se agarrou 
Caiu sozinho, perdido
Deixou escapar entre os dedos a última chance
Desesperado, atordoado, viu pela última vez o amor
Acreditou, foi ferido, sobreviveu e desistiu.

Um comentário: